Hot News
Cashback em ativos físicos: por que ele não é igual à renda fixa, segundo Daniel Mors
Publicar sozinho pode custar mais caro do que ter um publisher
CCJ do Senado analisa fim da escala 6×1 nesta quarta-feira sob pressão de sindicatos
Metalúrgicos da GM rejeitam reajuste salarial e fazem paralisação de duas horas em São José dos Campos
Trabalhadores da Eletronuclear suspendem temporariamente greve após negociação no TRT-RJ
Gazeta Sindical
  • Home
  • Economia
  • Política
  • Notícias
  • Sobre nós
Font ResizerAa
Gazeta SindicalGazeta Sindical
Search
  • Home
  • Economia
  • Política
  • Notícias
  • Sobre nós
Notícias

Trabalhadores da Eletronuclear suspendem temporariamente greve após negociação no TRT-RJ

Caleb Calderstone
Por Caleb Calderstone
setembro 2, 2026
Compartilhar

Categoria decidiu por unanimidade pausar a paralisação em Angra dos Reis enquanto avalia os próximos passos das negociações do acordo coletivo; reajuste salarial e reposição da inflação estão entre os principais pontos discutidos

Contents
Audiência no TRT mudou os rumos da mobilizaçãoReajuste salarial está entre as principais reivindicaçõesGreve havia sido anunciada para setembroSegurança das usinas permanece prioridadeSuspensão não encerra o conflito trabalhista

Os trabalhadores da Eletronuclear e de empresas terceirizadas decidiram suspender temporariamente a greve por tempo indeterminado prevista no contexto das negociações trabalhistas da companhia responsável pelas usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2. A decisão foi tomada por unanimidade durante assembleia realizada na manhã de terça-feira, 1º de setembro de 2026, em Angra dos Reis, após uma audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ). A atualização sobre a suspensão foi publicada nesta quarta-feira, 2 de setembro, mantendo o impasse trabalhista entre os principais assuntos do setor energético neste início de mês.

Cerca de 2,5 mil trabalhadores, considerando funcionários da Eletronuclear e terceirizados, participaram da mobilização. A paralisação havia sido aprovada anteriormente diante da falta de entendimento nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho e da proximidade do vencimento das condições negociadas pela categoria. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica dos Municípios de Paraty e Angra dos Reis (STIEPAR) vinha cobrando avanços principalmente nas discussões relacionadas à data-base, fixada em 1º de maio, e às condições econômicas do novo acordo coletivo.

A suspensão não representa o encerramento definitivo da mobilização. A categoria decidiu interromper temporariamente o movimento enquanto acompanha os desdobramentos da mediação realizada pela Justiça do Trabalho e avalia as propostas apresentadas durante as negociações. Dessa maneira, uma eventual retomada da paralisação dependerá do andamento das tratativas e das decisões tomadas pelos trabalhadores em novas assembleias.

Audiência no TRT mudou os rumos da mobilização

A decisão dos trabalhadores ocorreu depois de uma audiência de conciliação realizada no TRT-RJ na segunda-feira, 31 de agosto. A reunião buscou aproximar representantes dos empregados e da Eletronuclear em um momento no qual a negociação coletiva havia chegado a um impasse e a categoria já havia aprovado uma paralisação por tempo indeterminado.

Depois da audiência, o sindicato recomendou a suspensão da greve programada para o dia seguinte. Os trabalhadores foram convocados para uma assembleia na manhã de 1º de setembro, quando receberam informações sobre os resultados da mediação e puderam decidir coletivamente como o movimento deveria prosseguir. A proposta de suspensão temporária acabou aprovada por unanimidade.

A participação do Tribunal Regional do Trabalho cria uma nova possibilidade para que as partes cheguem a um entendimento sem prolongar o conflito. A mediação trabalhista permite discutir alternativas e buscar uma solução negociada para os pontos em que empresa e trabalhadores ainda apresentam divergências.

Mesmo com a decisão de suspender o movimento, as negociações continuam abertas. O sindicato acompanha os próximos passos da mediação e mantém a mobilização da categoria enquanto aguarda avanços considerados suficientes para a conclusão do novo acordo.

Reajuste salarial está entre as principais reivindicações

Um dos principais pontos discutidos pelos trabalhadores está relacionado à data-base da categoria, estabelecida em 1º de maio. O sindicato afirma que os empregados chegaram novamente ao mês de setembro sem que o reajuste correspondente tivesse sido concluído, aumentando a pressão por uma definição durante as negociações.

A reivindicação envolve a reposição da inflação medida pelo IPCA e a manutenção das condições já existentes no acordo coletivo. Representantes sindicais também defendem um acordo com duração de dois anos, o que permitiria estabelecer regras trabalhistas para um período maior e reduzir a necessidade de renegociar todas as cláusulas em curto intervalo.

A negociação salarial assume importância adicional diante da defasagem acumulada desde a data-base. Para os trabalhadores, a reposição inflacionária é necessária para preservar o poder de compra dos salários diante da variação dos preços registrada no período.

O debate, entretanto, não está limitado exclusivamente aos salários. A renovação do Acordo Coletivo de Trabalho envolve diferentes cláusulas relacionadas às condições dos empregados, razão pela qual sindicato e companhia precisam chegar a um entendimento mais amplo para encerrar definitivamente o impasse.

Greve havia sido anunciada para setembro

Antes da mediação, o STIEPAR havia comunicado à Eletronuclear que os trabalhadores iniciariam uma greve por tempo indeterminado a partir de 1º de setembro. A decisão havia sido tomada diante do que a entidade classificou como ausência de solução satisfatória para a continuidade das negociações do acordo coletivo.

O sindicato também havia informado que qualquer paralisação seria realizada preservando as atividades consideradas indispensáveis à segurança nuclear e operacional. Por causa das características das instalações de Angra dos Reis, uma mobilização trabalhista na Eletronuclear exige procedimentos diferentes daqueles observados em diversos outros setores econômicos.

A categoria previa manter profissionais estritamente necessários para garantir a segurança das instalações, dos trabalhadores e da população. Operadores e equipes relacionadas às funções essenciais permaneceriam em escala específica caso a paralisação fosse efetivamente mantida.

A mediação no TRT, entretanto, alterou esse cenário. Com a abertura de uma nova etapa de negociação, os trabalhadores decidiram suspender temporariamente a greve e aguardar os próximos desdobramentos antes de decidir se o movimento deverá ser retomado.

Segurança das usinas permanece prioridade

A Eletronuclear informou que a segurança nuclear e operacional das usinas Angra 1 e Angra 2 permanece como prioridade absoluta durante as negociações. A companhia afirmou reconhecer o direito de greve e destacou que acompanha a mediação realizada pela Justiça do Trabalho na tentativa de construir um entendimento com os trabalhadores.

Angra 1 possui capacidade de geração de 640 megawatts, enquanto Angra 2 soma 1.350 megawatts. Juntas, as duas unidades representam aproximadamente 1.990 megawatts de capacidade instalada e desempenham papel relevante no sistema elétrico brasileiro, especialmente no abastecimento da Região Sudeste.

Por se tratar de instalações nucleares, qualquer conflito trabalhista envolvendo as unidades exige atenção especial às equipes responsáveis por operação e segurança. Mesmo durante uma eventual greve, determinadas atividades não podem simplesmente ser interrompidas, o que exige planejamento prévio entre trabalhadores e administração.

Essa característica também ajuda a explicar a importância da participação do TRT na tentativa de encontrar uma solução negociada. Um acordo pode evitar o prolongamento de uma paralisação em um setor considerado estratégico e, ao mesmo tempo, permitir que as reivindicações dos trabalhadores continuem sendo discutidas.

Suspensão não encerra o conflito trabalhista

A decisão tomada na assembleia representa uma pausa no movimento, e não uma desistência das reivindicações. Os trabalhadores continuam aguardando uma solução para o Acordo Coletivo de Trabalho e podem voltar a discutir medidas de mobilização caso as negociações não apresentem os avanços esperados.

Nos próximos dias, sindicato e empregados deverão acompanhar os resultados da mediação e avaliar eventuais propostas apresentadas pela empresa. Qualquer decisão mais ampla deverá passar novamente pela categoria, mantendo as assembleias como principal instrumento para definir os rumos do movimento.

Para a Eletronuclear, o período representa uma oportunidade de avançar nas tratativas sem uma greve por tempo indeterminado em andamento. Para os trabalhadores, a suspensão oferece espaço para testar a possibilidade de uma solução negociada antes de considerar uma nova paralisação.

Assim, a situação permanece aberta neste 2 de setembro de 2026. A greve está temporariamente suspensa, mas as reivindicações relacionadas ao reajuste salarial, à reposição inflacionária e ao novo acordo coletivo continuam sobre a mesa. O resultado das próximas negociações será determinante para saber se o conflito será encerrado por acordo ou se os trabalhadores voltarão a discutir a retomada da mobilização.

Fontes:

Fonte principal — A Cidade Costa Verde, 02/09/2026

Compartilhe este artigo
Facebook Email Copie o link Print
Artigo Anterior Wilson Bachega Junior Observação de aves: a face silenciosa do turismo pantaneiro
Next Article Metalúrgicos da GM rejeitam reajuste salarial e fazem paralisação de duas horas em São José dos Campos

Trending

Aula de ritmos em Goiânia ganha força como alternativa para saúde, socialização e bem-estar
junho 3, 2026
Tiago Oliva Schietti
É possível conciliar tradição e sustentabilidade em rituais funerários?
junho 15, 2026
Jornal Notícias Sindicais fortalece comunicação e engajamento entre trabalhadores do CEFET-MG
abril 8, 2026
Economia criativa no Centro-Oeste ganha força com avanço de fóruns culturais e inovação regional
maio 8, 2026

Leia mais

A expansão dos empreendimentos boutique nas grandes capitais cria projetos menores, sofisticados e altamente personalizados, afirma Alex Nabuco dos Santos.
Notícias

Entenda a expansão dos empreendimentos boutique nas grandes capitais

dezembro 3, 2025
Victor Maciel
Notícias

Patrimônio da empresa ou patrimônio da família? O erro que compromete a continuidade dos negócios

julho 31, 2026
Taiza Tosatt Eleoterio
Notícias

O papel da reciprocidade na construção de relações afetivas mais equilibradas, segundo Taiza Tosatt Eleoterio

julho 31, 2026
Notícias

Hospital Brasiliense realiza 1ª cirurgia cardíaca à beira-leito em recém-nascido

abril 6, 2026
Gazeta Sindical

Fique por dentro de tudo sobre o mundo do trabalho, negociações sindicais e legislação trabalhista. Informação essencial para trabalhadores e dirigentes na Gazeta Sindical.

Gazeta Sindical – [email protected]  – tel.(11)91754-6532

  • Home
  • Contato
  • Sobre nós
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?