Como CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim pontua que o prazo de entrega virou a nova vitrine do varejo. O consumidor que compra pela internet às onze da noite e espera o produto no dia seguinte não enxerga o que existe por trás dessa promessa: uma rede de galpões cada vez mais sofisticada, posicionada para encurtar a distância entre o estoque e a porta de casa. A construção de centros de distribuição deixou de ser uma decisão imobiliária qualquer e passou a ser um projeto de engenharia que combina localização, automação e eficiência.
Essa escassez muda a forma de construir. Com menos áreas disponíveis nos polos consolidados e juros que exigem rigor no retorno de cada investimento, o varejo e os operadores logísticos passaram a demandar empreendimentos sob medida, projetados para uma operação específica desde a fundação. A pergunta deixou de ser apenas onde construir e passou a incluir como construir para uma logística que muda a cada estação de vendas.
A localização virou cálculo de minutos, não de quilômetros
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim explica que a regionalização dos centros de distribuição é talvez a tendência mais visível. Em vez de um único megacentro abastecendo o país inteiro, as empresas espalham unidades menores próximas aos grandes mercados consumidores, reduzindo o tempo da última etapa da entrega, a chamada última milha. Polos como Guarulhos, Cajamar e Sorocaba, em São Paulo, seguem disputados, enquanto regiões como Extrema, em Minas Gerais, se consolidaram como alternativas estratégicas fora do eixo paulista.
O movimento também é de descentralização. Áreas metropolitanas de Curitiba, Recife e Fortaleza vêm registrando aumento na ocupação de galpões, impulsionadas pelo consumo local e pela expansão de operações nacionais para fora do Sudeste. Para a engenharia, isso significa projetar para terrenos, climas e logísticas regionais distintos, sem perder o padrão construtivo que o varejo moderno passou a exigir como condição mínima.
Eficiência energética como linha de orçamento
A sustentabilidade deixou de ser discurso e entrou na conta. Certificações como LEED e AQUA tornaram-se requisito para multinacionais e empresas que precisam reportar indicadores ambientais, e soluções como geração solar no telhado, reuso de água da chuva, iluminação natural e eficiência térmica passaram a integrar o projeto desde o início. Além do apelo ambiental, essas escolhas reduzem o custo operacional de energia ao longo de toda a vida útil do galpão.

Há uma convergência interessante nesse ponto, indica Elmar Juan Passos Varjão Bomfim. O mesmo telhado amplo que caracteriza um centro de distribuição é uma superfície ideal para sistemas fotovoltaicos, o que aproxima a construção logística da agenda de energia renovável. Projetar um galpão eficiente é, cada vez mais, projetar um pequeno ativo de geração de energia que ajuda a sustentar a própria operação e a blindar o orçamento contra reajustes de tarifa.
O desafio de construir rápido sem perder previsibilidade
A pressão por prazo é o nó do setor. O varejo precisa de capacidade instalada antes do próximo pico de vendas, mas obras apressadas custam caro em retrabalho. A resposta tem vindo da industrialização da construção, terreno acompanhado de perto por empresas de infraestrutura como a André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim: estruturas metálicas, elementos pré-fabricados e sistemas modulares reduzem o tempo de canteiro e aumentam a previsibilidade de custos e prazos, com obras entregues bem mais rápido do que no método tradicional.
Esse caminho exige planejamento detalhado e coordenação rigorosa entre projeto, fabricação e montagem. Quando bem executada, a construção industrializada entrega um centro de distribuição com menos desperdício, controle de qualidade mais apertado e uma data de início de operação que o varejo pode, enfim, colocar no calendário com segurança razoável.
O varejo que se constrói antes da venda
O centro de distribuição se tornou uma peça de competitividade tão importante quanto a vitrine ou o aplicativo. Em um varejo definido pela velocidade da entrega, a engenharia que projeta esses espaços decide, na prática, quão rápido uma empresa consegue chegar ao seu cliente. Localização inteligente, estrutura preparada para automação e eficiência energética deixaram de ser diferenciais para se tornar a base de qualquer operação que pretenda crescer.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim resume que os galpões dos próximos anos serão julgados menos pelo tamanho e mais pela inteligência embutida em cada metro quadrado, e essa inteligência começa muito antes da primeira venda, na mesa onde o projeto é desenhado.
