Chegar à terceira idade com energia, lucidez e disposição não é resultado da sorte ou apenas da herança genética. Yuri Silva Portela, doutor e pós-graduado em geriatria, elucida que grande parte dessa conquista vem de escolhas feitas no dia a dia, repetidas ao longo de anos. A ciência tem mostrado que o estilo de vida pesa tanto quanto os genes na qualidade do envelhecimento. Ao longo deste artigo, serão apresentados os pilares de uma rotina que favorece a vitalidade, desde o movimento até as relações humanas, sempre com foco em atitudes possíveis para qualquer pessoa.
Vale conhecer esses hábitos e começar a cultivá-los desde já. Leia para saber mais!
O movimento realmente faz tanta diferença assim?
Poucos fatores influenciam o envelhecimento de maneira tão profunda quanto a atividade física. Manter o corpo em movimento preserva a massa muscular, fortalece os ossos, melhora o equilíbrio e reduz o risco de quedas. Os benefícios, porém, vão além do físico, pois o exercício regula o humor, melhora o sono e protege a memória, atuando como um remédio natural de amplo espectro.
Yuri Silva Portela destaca que a boa notícia é que não se trata de buscar desempenho atlético. Caminhadas constantes, exercícios de fortalecimento com cargas leves e práticas como dança ou hidroginástica já produzem resultados notáveis. O segredo está na regularidade, não na intensidade. Nesse sentido, um corpo que se mantém ativo envia ao organismo a mensagem de que ainda precisa estar forte, e o organismo responde a esse chamado.
Que outros pilares sustentam o envelhecimento saudável?
A alimentação ocupa lugar de destaque nessa construção. Uma dieta rica em proteínas, frutas, verduras e água ajuda a preservar músculos, ossos e funções cognitivas. Comer bem na maturidade significa nutrir o corpo com aquilo que ele realmente precisa, evitando tanto o excesso quanto a privação que o enfraquece. Inclusive, as escolhas alimentares equilibradas contribuem para o controle de doenças crônicas, fortalecem o sistema imunológico e favorecem a manutenção da disposição necessária para as atividades do dia a dia.

O doutor Yuri Silva Portela ressalta, ainda, que há um pilar frequentemente esquecido, que são os vínculos sociais. O convívio com familiares, amigos e comunidade protege contra a depressão e estimula o cérebro de maneira que nenhum medicamento reproduz. Somam-se a isso o sono de qualidade e o controle de condições como pressão e diabetes. Juntos, esses elementos formam a base de uma velhice ativa e satisfatória.
Qual é o papel da prevenção na construção de uma velhice ativa?
Envelhecer com qualidade não depende apenas de hábitos saudáveis, mas também da capacidade de identificar riscos antes que eles se transformem em problemas. A medicina preventiva tem papel fundamental nesse processo ao acompanhar indicadores de saúde, monitorar doenças crônicas e detectar alterações precoces que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. Segundo Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, essa vigilância permite intervenções mais simples, eficazes e menos invasivas.
Consultas regulares, vacinação atualizada, exames de rotina e avaliações periódicas da capacidade funcional ajudam a preservar a autonomia por mais tempo. Além disso, a prevenção oferece uma oportunidade valiosa para ajustar comportamentos, corrigir deficiências nutricionais, revisar medicamentos e orientar estratégias que favoreçam o bem-estar físico e emocional. Pequenas ações realizadas de forma consistente costumam produzir resultados significativos ao longo dos anos.
Outro benefício importante, mencionado por Yuri Silva Portela, está na manutenção da independência. Quando a saúde é acompanhada de maneira preventiva, aumentam as chances de evitar limitações que comprometem atividades cotidianas, como caminhar, dirigir, viajar ou participar de eventos sociais. Dessa forma, a prevenção deixa de ser apenas uma ferramenta para evitar doenças e passa a ser um dos principais caminhos para preservar a liberdade, a vitalidade e a satisfação durante a maturidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
